Indústrias de Alimentos e Bebidas: principais desafios

Indústrias de Alimentos e Bebidas: principais desafios

As indústrias de alimentos e bebidas, de acordo com a ABIA, apresentaram um faturamento de R$ 699,9 bilhões em 2019, somadas exportações e vendas do mercado interno. O número é 6,7% maior que o registrado em 2018, quando o setor faturou R$ 656 bilhões

Assim como em outros segmentos industriais, o setor de Alimentos e Bebidas está sujeito a exigências específicas e segue tendências particulares, que podem determinar o sucesso ou o fracasso do negócio.

Fatores importantes sobre as Indústrias de Alimentos e Bebidas

Faturamento

Como dito anteriormente, o faturamento combinado das indústrias de alimentos e bebidas representa 9,6% do total do PIB, com receita de R$656 bilhões. Eles também são responsáveis por 22% da indústria de transformação.

Crescimento

Mesmo com a desaceleração econômica, a indústria de alimentos e bebidas mantém crescimento. Assim, registrando alta de 2,08% no faturamento em 2018.

Agronegócio

A indústria de alimentos tem uma fatia de 58% de toda a produção agropecuária brasileira. Assim, a participação das aquisições de matérias-primas pela indústria de alimentos se mantém nos mesmos níveis, sendo Proteínas Animais 100%, seguido da Cadeia de Trigo e Cadeia do Arroz, com 95%.

Mercado interno

O consumo no mercado interno absorve cerca de 80% das vendas da indústria. Além disso, houve crescimento de 4.3%, somando-se as vendas no varejo e no segmento de alimentação fora do lar.

Mercado externo

O Brasil é o segundo maior exportador de alimentos industrializados do mundo e exportou para mais de 180 países.  Assim, representando 19,3% do volume total de vendas. A China é o principal importador do Brasil, registrando um aumento anual de 37,6%.

Principais desafios nas Indústrias de Alimentos e Bebidas

Controle de estoque e armazenagem

Uma das características que mais diferencia o segmento de Alimentos e Bebidas dos demais ramos industriais é a condição de sua matéria-prima e de seu produto acabado. Como se trata de artigos perecíveis, é essencial que as rotinas de armazenagem obedeçam a critérios inteligentes e integrados, evitando erros que possam gerar prejuízos.

Sendo assim, a produção inflada sem escoamento e falta de controle na validade dos lotes, são desvios graves que podem ser facilmente corrigidos a partir da integração das áreas do negócio.

Alguns erros podem comprometer seriamente as operações, impactando não apenas a área específica, mas também o desempenho geral da empresa.

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Controle de qualidade

A gestão de qualidade é determinante na operação das indústrias de Alimentos e Bebidas. Contudo, os processos, uma vez definidos e parametrizados, devem ser rigorosamente seguidos a cada lote produzido. Desta forma, a gestão de qualidade inclui o controle de produtos adquiridos (como o IQF, que qualifica os fornecedores) e acabados, relatórios de não-conformidade e práticas ISO, como domínio de lotes e rastreabilidade de itens.

Atendimento às normas específicas

A legislação que regulamenta a atividade das indústrias  de Alimentos e Bebidas é bastante rígida, uma vez que certifica a liberação de consumo para determinado produto. Sendo assim, para garantir conformidade às regras legais, é necessário incorporar rotinas de emissão de laudos técnicos (catalogando-os nos padrões esperados) e de impressão de etiquetas nutricionais, detalhando as especificações do produto e listando seus componentes. A credibilidade dos dados obtidos durante o processo é indispensável.

Diante dos desafios pertinentes ao setor, é válido enfatizar que a implantação de um sistema ERP desponta como ferramenta fundamental à gestão equilibrada do negócio, uma vez que o software centraliza todas as informações da empresa e integra as áreas de forma a fornecer um panorama completo da situação operacional da organização.


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Inovação de produtos

Hoje em dia os consumidores estão cada vez mais exigentes, em busca de alimentos práticos, saudáveis e que agregam valor. A valorização das experiências do consumidor, não somente nesse segmento, mas com produtos e serviços em geral cria a necessidade de inovar para permanecerem relevantes e atraentes.  Agregar à essa variedade de produtos, sabores e tamanhos de embalagens aumenta a complexidade na previsão, gestão de estoque e programação da produção nas indústrias.

Em uma pesquisa feita pelo Brasil Food Trends 2020, constatou-se que os consumidores valorizam as seguintes características nos produtos:

  • Produtos benéficos ao desempenho físico e mental, saúde cardiovascular e saúde gastrointestinal;
  • Para dietas específicas/restritivas/alergias alimentares;
  • Com aditivos e ingredientes naturais;
  • Funcionais (com valor nutritivo agregado);
  • Isentos ou teor reduzido de sal, açúcar e gorduras (better-for-you);
  • Fortificados;
  • Diet/light;
  • Orgânicos;
  • Energéticos;
  • Para esportistas;
  • Minimamente processados;
  • Vegetais (frutas, legumes, verduras, hortaliças, flores e plantas medicinais);
  • Com propriedades cosméticas;
  • Com selos de qualidade de sociedades médicas.

Essas especificidades já servem como um norte para começar a repensar nos seus produtos e serviços. Eles são realmente atraentes para os consumidores? Estão se adequando as necessidades dos mesmos? Separamos também para você 5 tendências para as indústrias de Alimentos em Bebidas no ano de 2020 que ajudarão a ter uma perspectiva mais clara para as inovações.

Veja a seguir:

1. Sensorialidade e prazer

A tendência de sensorialidade e prazer é amplamente valorizada nos estudos, principalmente quando se trata de alimentos e bebidas. Aqui, o que importa são as sensações que as comidas podem trazer para os consumidores. Além disso, o sabor também é outro fator decisivo, afinal, a preferência vai ser sempre do alimento mais gostoso.

2. Saudabilidade e bem-estar

As tendências de saudabilidade e bem-estar valorizam a qualidade de vida que um alimento pode trazer para os consumidores. É possível analisar a preferência do público na hora de escolher entre uma refeição barata e que pode prejudicar a saúde ou algo mais caro, porém, saudável.

3. Conveniência e praticidade

A conveniência e praticidade é uma tendência que visa providenciar mais comodidade e conforto, principalmente para as pessoas com uma rotina mais acelerada. Acontece que muitas pessoas não têm tempo para cozinhar, por isso, levar esse aspecto em consideração na hora de providenciar um alimento pode ser crucial para conquistar a fidelidade desse grupo.

4. Confiabilidade e qualidade

A confiabilidade e qualidade é uma tendência que ajuda a orientar ou determinar as escolhas e a fidelização do público. Para reforçar a importância desse grupo, é válido ressaltar que as pessoas costumam pagar mais por produtos e serviços nos quais eles detectam maior qualidade ou nas marcas em que eles têm mais confiança.

5. Sustentabilidade e ética

As tendências do grupo de sustentabilidade e ética valorizam as indústrias que têm preocupações ambientais e que deixa essa característica clara para o seu público-alvo. Os consumidores terão sempre preferência a alimentos industrializados quando eles sabem que o fabricante protege o meio ambiente ou tem projetos sociais.

Excelência de serviço

Alguns ingredientes estão disponíveis apenas em determinados períodos do ano. Portanto, isso também acaba se tornando um desafio e precisa ser planejado.

Então, para ter uma gestão eficiente é necessário planejar compras de matérias-primas e embalagens antecipadas, controlar a previsão da produção, planejar e executar, com a habilidade de capturar, visualizar e analisar todas as informações de forma integrada. Então, para conseguir fazer isso o ideal seria utilizar um sistema de gestão integrada, como o sistema ERP.

O ERP é um sistema de informação que interliga todos os dados e processos de uma organização em um único sistema, gerenciando por completo a sua empresa, a partir da união de vários módulos que controlam os departamentos. Pesquisas apontam que o uso desta ferramenta aumenta em até 35% o crescimento da empresa.

Portanto, na utilização de um Sistema ERP, conseguimos obter vários benefícios, tais como:

  • Redução de custos;
  • Otimização da produtividade;
  • Redução do prazo de entrega de produtos e serviços;
  • Eficiência nos processos de suprimentos;
  • Melhoria da gestão tributária;
  • Segurança da informação;
  • Melhoria na competitividade;
  • Eliminação de retrabalho.

“A maior dificuldade que nós tínhamos era a comunicação entre as áreas. O sistema, quando não está integrado por completo, impossibilita a comunicação entre os setores. Isso faz com que haja sempre muitos gargalos e ocasiona grandes problemas durante o processo” – Diogo Felipe de Souza, Coordenador de Controladoria da Temperart.

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